A corrida pela sucessão presidencial em 2026 já movimenta os bastidores da política brasileira, com nomes de governadores consolidados despontando como potenciais candidatos. Entre eles, destacam-se figuras como Romeu Zema em Minas Gerais, Ratinho Jr. no Paraná e Ronaldo Caiado em Goiás. Embora todos possuam bases políticas sólidas, a caminhada rumo ao Planalto está longe de ser simples e exige navegação cuidadosa pelo cenário partidário.
Um dos principais obstáculos envolve a dinâmica interna das articulações políticas e a ordem de prioridade dentro de seus respectivos grupos de influência. O próprio Antônio Kassab, líder de um importante bloco que apoia essas lideranças regionais, tem um governador com capital político expressivo em mãos: Ratinho Jr. no Paraná.
A posição de Ratinho Jr. e a preferência interna
Ratinho Jr. é frequentemente apontado como um político de desempenho elogiado em sua gestão estadual, o que lhe confere grande capital político no Sul do país. Fontes internas indicam que, no cenário de disputas por espaço no topo da chapa, ele pode ter uma posição de destaque, o que significa que outros nomes, como Zema e Caiado, teriam, em tese, que “entrar na fila” de negociações.
Este cenário de competição gera um jogo delicado de alianças e sacrifícios. Ter um governador forte como Ratinho Jr. no time central de Kassab pode implicar que Zema e Caiado precisem negociar com menos força inicial, dependendo de rupturas ou rearranjos nas pré-campanhas.
Os caminhos de Zema e Caiado
Romeu Zema, por sua vez, construiu sua imagem em Minas Gerais com uma abordagem de gestão econômica reformista, o que atrai um eleitorado específico, mas ele precisa consolidar um projeto nacional que vá além do sucesso em seu estado. Já Ronaldo Caiado, em Goiás, demonstra habilidade em construir pontes regionais, mas sua projeção nacional depende de um esforço maior de visibilidade fora do Centro-Oeste.
Para todos os três, a principal tarefa nos próximos anos será transformar o sucesso administrativo em capital político nacional, sem que as disputas internas entre os aliados acabem enfraquecendo o bloco maior contra possíveis adversários de outros espectros ideológicos. O que se observa é que, entre os governadores politicamente viáveis para 2026, as posições estão sendo definidas com base na força de articulação atual e na lealdade aos grupos que promovem suas candidaturas. A disputa, portanto, promete ser intensa, mesmo antes do início oficial da etapa eleitoral.