O ex-ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado, confirmou sua desfiliação do Partido Liberal (PL). A saída ocorre após o diretório estadual da legenda não demonstrar apoio à sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal nas próximas eleições.
A decisão marca uma mudança partidária para Machado, que já informou seu próximo passo: a filiação ao Podemos. Apesar da mudança de legenda, o político fez questão de ressaltar que seu alinhamento ideológico e político com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com o senador Flávio Bolsonaro permanece intacto.
Motivos da saída do PL
A informação central que motivou a desvinculação do PL, conforme revelado por fontes próximas ao processo, é a falta de espaço e a resistência interna para lançar Gilson Machado como candidato ao Senado. Em um cenário onde o PL busca consolidar alianças e nomes prioritários, a indicação de Machado ao cargo majoritário parece não ter tido o aval necessário da cúpula local.
“Eu sou bolsonarista, sempre fui e continuarei sendo. Minha saída do PL não muda meu compromisso com as pautas defendidas pelo presidente e por seu grupo político”, declarou Machado, tentando blindar sua imagem de possível ruptura com o núcleo duro do bolsonarismo.
Novo rumo no Podemos
A expectativa é que a ida de Gilson Machado para o Podemos fortaleça a legenda em termos de representatividade na direita. Embora o Podemos não tenha a mesma capilaridade ou força eleitoral que o PL atualmente, a chegada de um ex-ministro e figura ligada à família Bolsonaro pode trazer visibilidade estratégica para o partido, especialmente em um período pré-eleitoral de rearranjos.
Analistas políticos apontam que o movimento pode ser interpretado como uma manobra para garantir espaço em uma chapa competitiva, já que a disputa por cadeiras federais no PL está acirrada. A fidelidade declarada a Bolsonaro sugere que, mesmo em um partido diferente, Machado pretende atuar como um fiel defensor das políticas e do legado do ex-mandatário, como defendido no conceito de bolsonarismo.
A relação com Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e uma das principais lideranças do PL, também foi mencionada. Machado enfatizou que a amizade e o respeito mútuo persistem, apesar da separação formal do partido que ambos integraram recentemente. Resta saber como essa transição, firmada na lealdade ideológica e não na sigla, se consolidará no pleito vindouro.