Política

Apenas nove governadores podem tentar a reeleição em 2026; maioria está no nordeste

Das 27 atuais chefias estaduais, a disputa de 2026 terá limite para 9 governadores, sendo a maioria concentrada na região Nordeste do país.

Compartilhar:

A corrida eleitoral de 2026 para os governos estaduais já começa a desenhar um cenário restrito para atual chefe do Executivo em algumas regiões do Brasil. De um total de 27 governadores em exercício no país, apenas nove estão aptos a concorrer a um novo mandato. A maioria desses gestores que podem tentar a reeleição está concentrada na região Nordeste do país, segundo levantamento recente sobre as regras de mandato.

A Constituição Federal estabelece limites claros para a reeleição de chefes do Poder Executivo. Governadores e prefeitos podem ser reeleitos uma única vez consecutiva. Isso significa que aqueles que foram eleitos em 2022 e que ainda não tentaram a recondução ao cargo, terão a janela de 2026 aberta. Aqueles que já foram reeleitos em mandatos anteriores, ou que assumiram o cargo substituindo outro gestor e cumprindo mais da metade do mandato, podem ter a possibilidade de concorrer bloqueada.

O peso do Nordeste na disputa de 2026

O fato de a maior parte dos governadores elegíveis para 2026 pertencer ao Nordeste do Brasil indica uma possível estabilidade política nessas sete unidades da federação, embora cenário político regional seja sempre dinâmico.

Enquanto no Sudeste e no Sul a renovação deve ser intensa, o cenário nordestino apresenta pelo menos cinco ou seis estados onde os atuais ocupantes podem tentar o segundo mandato consecutivo. Isso contrasta com outras regiões onde a legislação eleitoral e as circunstâncias políticas das últimas eleições forçaram uma substituição maior.

Atenção às regras de sucessão

É importante notar que a possibilidade de concorrer depende de como cada governador assumiu a cadeira. Se um vice-governador assumiu a função por mais de seis meses e foi eleito em seguida, seu primeiro mandato pode ser contado separadamente daquele em que ele substituiu o titular. No entanto, para a maioria dos eleitos em 2022, a regra de uma recondução consecutiva se aplica diretamente. Governos que estão no fim do primeiro mandato completo são os que têm a porta aberta.

Para os críticos da concentração de poder, o número reduzido de candidatos potenciais pode ser visto como uma oportunidade para oxigenação política, forçando novas lideranças a se consolidarem nessas disputas. Por outro lado, para os gestores atuais, este é o momento de consolidar projetos políticos visando a continuidade administrativa, especialmente considerando o período de instabilidade econômica que o país enfrentou recentemente, conforme análises de especialistas em Ciência Política.

Este alinhamento de datas e restrições eleitorais movimenta os bastidores da política, pois os governadores que não podem concorrer já começam a articular nomes de seus sucessores, preparando o terreno para as eleições municipais de 2024 como um termômetro para o pleito estadual seguinte. A disputa por cadeiras no Senado e na Câmara dos Deputados também será intensificada, visto que muitos aliados dos atuais chefes do Executivo buscarão capitalizar seus apoios.