O advogado-geral da União, Jorge Messias, iniciou uma rodada intensa de conversas e articulações políticas junto a senadores de diversos espectros partidários. O objetivo principal destas movimentações é assegurar o apoio necessário para a sua possível indicação à cadeira de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF), que se encontra em aberto.
A ida de Messias para o STF, caso confirmada a indicação pelo Presidente da República, depende da aprovação do Senado Federal, um processo que historicamente exige habilidade diplomática e persuasão dos candidatos. Fontes ligadas ao Palácio do Planalto indicam que a base aliada está trabalhando para blindar o nome do AGU contra possíveis oposições mais contundentes.
Superando resistências iniciais
Embora o nome de Jorge Messias seja visto por alguns como um perfil técnico e alinhado à visão jurídica do governo atual, há setores no Congresso que demonstram alguma resistência inicial à sua aprovação. O diálogo atual visa justamente identificar e desarmar essas objeções, entendendo as preocupações específicas de cada parlamentar.
As conversas giram em torno de temas como o histórico profissional de Messias, suas posições jurídicas percebidas e, inevitavelmente, a composição geral da Suprema Corte. O senador membro da comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por exemplo, terá papel crucial durante a sabatina.
A Advocacia-Geral da União (AGU) é um posto estratégico do governo, e a saída de Messias abriria uma nova etapa de negociação para a escolha de seu substituto. Muitos esperam que o nome escolhido para a AGU também seja um movimento político importante.
A importância do apoio do Senado
A aprovação no Senado é um rito constitucional que exige maioria absoluta dos votos. Por isso, o trabalho de convencimento realizado por Jorge Messias em Brasília é fundamental neste momento. Ele tem se reunido, discretamente, com líderes de bancadas e senadores independentes, apresentando seu currículo e sua visão sobre o papel da Corte Constitucional no cenário brasileiro.
A expectativa é que, se o apoio for consolidado, a indicação formal seja anunciada em breve, dando início ao processo formal de sabatina. A base governista tenta construir um ambiente favorável para que o julgamento no plenário ocorra com o mínimo de desgaste possível para o Executivo e para o próprio candidato. A política de bastidores segue aquecida enquanto se define quem ocupará uma das cadeiras mais importantes do Judiciário brasileiro.